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      29/11/2018 | Vanguarda Capital

      Pós-eleição Brasil desponta para investidores estrangeiros

      Mercado de aplicações financeiras e setor empresarial registram otimismo motivado pela consistência da nova equipe e sustentabilidade das propostas de governo

      O cenário político-econômico no Brasil passou por uma das grandes crises da história. A corrupção de forma desregrada interrompeu o ciclo positivo da realidade financeira do País. Investimentos foram abortados e o resultado drástico foi sentido por todos, na pior sequência de encolhimento do mercado do último século.

      O desempenho dos investidores brasileiros oscilou de acordo com a incerteza política nos últimos meses, mas após a disputa nas urnas, o mercado retomou uma expectativa positiva nos indicadores econômicos para 2019. E para o Brasil finalmente sair da crise, os empresários estão otimistas que a nova equipe de governo seja capaz de desenrolar as reformas necessárias.

      O sucesso destas tratativas é crucial para que o País volte a ser confiável para o investidor estrangeiro e para que os empresários e comerciantes colaborem com o crescimento e com a geração de empregos.

      Reaquecimento de setores

      Muitos empresários estão convictos de que a hora é adequada para os investimentos. Vale reforçar que existem várias formas de aplicações no mercado que podem se beneficiar desta ocasião e proporcionar retorno positivo aos investidores. Quem diversificar o patrimônio poderá ter sucesso em segmentos como Bolsa de Valores, Fundos Multimercado e Imobiliários e ter, quem sabe, valorização acima da média.

      O sócio fundador da Vanguarda Capital, Claudio Porto Foresti acredita que as mudanças internas podem promover o crescimento de setores antes estagnados e estimular o País também frente ao mercado externo. "As dúvidas em relação ao crescimento da China, Zona do Euro e esgotamento da expansão americana permitem que o Brasil se torne novamente uma peça importante no cenário global", frisa.

      Expectativa

      Tanto os grandes quanto os pequenos investidores sentem a diferença em tempos de crise, com o mercado volátil e incerto. O empresário Marcos Peron, que se considera um 'pequeno investidor', faz aplicações diversas desde 2007 e percebe que a mudança política é capaz de trazer expectativa de melhorias econômicas, mas é importante estar atento. "Quando surgem notícias que beneficiam as empresas há uma euforia e é preciso estar atento às boas oportunidades", ensina.

      Além disso, Foresti afirma ainda que se grande parte das perspectivas apresentadas se concretizarem, o investidor encontrará muitas condições e alternativas para remunerar melhor o valor alocado e, consequentemente, o crescimento do seu patrimônio será potencializado.

      No pós-eleição, o otimismo também está presente entre os comerciantes. O escritório E.Faigle e Maggioni, especializado em franquias e em lojas de shoppings centers, contabilizou um aumento considerável já na primeira semana em que Jair Bolsonaro foi eleito. O advogado Gustavo Maggioni explica que antes da decisão pelo novo presidente, muitos clientes buscavam assessoria jurídica para mudar com suas famílias para o Exterior.

      "Este ano fomos procurados para o encerramento das atividades de mais de 30 lojas em shopping centers da região. Por outro lado, os empresários em busca de renovação dos seus contratos praticamente desapareceram. Após a vitória de Bolsonaro, notamos aumento na demanda para a implantação de novas unidades e elevação dos investimentos que estavam parados justamente aguardando a definição do cenário político", argumenta Maggioni. 

      E o termômetro do mercado costuma refletir também no mercado imobiliário. O sócio fundador da Veccon Empreendimentos Imobiliários Fabiano Vendramini observa que há pelo menos quatro anos o brasileiro não demonstrava esse otimismo.

      "Uma vertente significativa da economia é movida pela expectativa. O pós-eleição com início de algumas ações e a formação do "staff" do nosso futuro presidente têm transmitido uma confiança não existente nos últimos tempos", finaliza o empresário.



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