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      08/09/2018 | Clara Toledo Corrêa - Propriedade Industrial

      A PROPRIEDADE INDUSTRIAL NA CAMPANHA ELEITORAL

      *Clara Toledo Corrêa

      Mais uma vez encaramos uma eleição presidencial que parece caminhar para o mesmo de sempre, mas com uma pitada de absurdos sem tamanho, independente de ideologias ou partidos.  Isso se dá, principalmente pelo fato da maior parte dos candidatos não ter qualquer tipo de proposta. O que estamos vendo nada mais é do que um espetáculo esdrúxulo de sustentações de ideias e a espera por aplausos de um público desesperado.

      A maioria dos candidatos à presidência apenas se manifesta acerca de assuntos que causam alarde e histeria, mas não se aprofundam em propostas e soluções de fato. Realmente, apenas querem que os holofotes se virem para eles. Uma lástima.

      Os candidatos não se voltam para assuntos práticos, soluções reais e propostas sólidas e exequíveis que poderiam, sim, alavancar a sociedade e a economia – que historicamente vivem cambaleando.

      É fato que as reformas ou não reformas devem ser discutidas e aprimoradas e que muitos problemas, como a educação, violência, saúde e corrupção devem ser colocados em pauta e devidamente esmiuçados – nada feito a “toque de caixa”, como é bem típico nosso e que tem se demonstrado ineficiente. Entretanto, tantos problemas não conseguem ser solucionados da melhor forma enquanto não tivermos uma economia sólida, principalmente diante de empresários e investidores céticos diante do futuro do Brasil.

      Portanto, uma das soluções, mais do que mudar ou voltar ao tripé econômico, legalizar ou não o porte de armas, seria, isso sim, fomentar e dar incentivos a inovação, desenvolvimento de patentes, transferência de tecnologia e a estruturação de uma política industrial. Estrutura e cenário já temos e agentes mais ainda! Contamos com a Unicamp que nos coloca com muito custo em uma posição menos desfavorecida no ranking mundial de inovações, ou seja, produz muita patente de qualidade, nas mais diversas áreas – da saúde à agronomia.

      Temos um cenário borbulhante de startups, que levantam as mãos, quase em pedido de socorro, para que deem a devida importância a elas. Aliás, gostaria de poder fazer essa pergunta para os candidatos: O que Vossa Senhoria pensa sobre as startups?  Temos uma quantia enorme de autônomos e novos empresários (devido ao desemprego) que sempre patinaram arduamente para se sustentar.

      Tudo isso seria capaz de construir com bases sólidas uma indústria calcada em bens de capitais – apenas o primordial para sustentar a economia de forma real e concreta – agregando às mais diversas áreas e não apenas à indústria. Fazendo assim com que o título de “país do futuro” se materializasse e que a educação e a saúde, por exemplo, saíssem do estado deplorável que se encontram, com isso, consequentemente, a violência seria melhor controlada, entre outros tantos benefícios à sociedade.

      Mas não temos candidatos – de forma geral – que parecem se atentar a esses assuntos e muito menos se cerquem de pessoas que possuem conhecimento e competência para tal. Assim, continuaremos mais uns bons anos sem incentivo à Propriedade Industrial e Intelectual e repetindo os ciclos de inflação, desemprego e desenvolvimento abaixo do que o Brasil necessita.

      Não que essa seja a única solução, mas é algo prático para deixarmos de ser o “aquele país” que quase agoniza e abrirmos possibilidades reais de melhoria econômica e social para toda a população.

      *Clara Toledo Corrêa é advogada da Toledo Corrêa Marcas e Patentes.  e-mail – claratoledo@toledocorrea.com.br


      Foto:  Roniel_Felipe





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